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Você já ouviu falar sobre a Síndrome do Impostor?


Saiba mais sobre essa síndrome que acomete até mesmo grandes personalidades como Michelle Obama, Meryl Streep, entre outros.


De forma resumida, a Síndrome do Impostor pode ser definida como a crença de que você não é bom o suficiente ou que não pertence. É muito comum que esses sentimentos estejam atrelados ao trabalho, mas também podem se manifestar em outras áreas, como no convívio social, relações familiares e sentimentais.


A Síndrome do Impostor pode ser debilitadora, fazendo com que pessoas inteligentes e capazes sintam-se incompetentes, burras e preguiçosas. Ou seja, é uma distorção cognitiva.

Até mesmo pessoas de sucesso, de diversos campos, como Michelle Obama, Meryl Streep, Maya Angelou, entre outros, já falaram abertamente sobre terem sofrido com a Síndrome do Impostor.


“Eu escrevi 11 livros, mas toda vez que publico um, eu penso ‘oh-oh, eles vão descobrir agora. Eu enganei todo mundo e agora vão me descobrir’, disse a escritora Maya Angelou durante uma entrevista.


Características da Síndrome do Impostor





  • Crença de que nada está bom o suficiente

A pessoa acredita que não sabe o mesmo tanto que os outros ao seu redor. Por isso, o indivíduo sente a necessidade de se esforçar sempre mais para entregar um trabalho ou performance perfeitos. O perfeccionismo é o mecanismo utilizado para melhorar o desempenho.


  • “Eu sou uma fraude”

Por acreditar que todos são melhores do que ela, a pessoa que sofre com a síndrome nunca se acha boa o suficiente. Ela pensa que está “enganando” as pessoas e teme um dia ser “desmascarada” e exposta na frente dos outros. Todas as realizações, méritos e conquistas são atribuídas à sorte, ou até mesmo, oportunismo. Há enorme dificuldade em reconhecer o próprio esforço e sentir orgulho pelo sucesso, assim como, um profundo sentimento de inadequação.


  • Autossabotagem

Por acreditar que o fracasso é inevitável, a pessoa pode adotar atitudes e comportamentos arriscados. Como se esforçar bem menos para cumprir determinadas tarefas, já que está convicta que as coisas não vão dar certo. É quase uma profecia autorrealizável.


  • Comparações

Devido ao alto grau de exigência consigo mesmo, o indivíduo se compara com os outros, mas sempre de maneira negativa, sentindo-se inferior. O que gera o sentimento de nunca ser bom o suficiente. É como se a pessoa estivesse do lado de fora, excluída, enquanto olha para dentro de um lugar em que todos são mais inteligentes, capazes e eficientes do que ela. Isso reforça a sensação de não-pertencimento.


Origens da Síndrome do Impostor


Apesar de ter sido cunhado popularmente como “síndrome”, o fenômeno não tem características clínicas para tal. A Síndrome do Impostor é marcada pelas distorções cognitivas (intepretações errôneas da realidade), fragilidade da autoestima, incapacidade de reconhecer méritos próprios e sentimento de inadequação ou não-pertença.

A origem deste fenômeno é a comparação e exigência elevadas. Geralmente, a pessoa que sofre com a síndrome do impostor sente muito estresse, ansiedade e pode desenvolver sintomas de depressão. Uma vez que, ela está constantemente buscando se esforçar mais e mais, entretanto, nada é bom o suficiente...


Outro aspecto da síndrome é que ela funciona como mecanismo de defesa, protegendo o indivíduo da rejeição e da vergonha de mostrar-se “imperfeito” para os outros. É como se, antes de alguém julgar a pessoa, ela mesma se julga, se esforçando ao máximo para parecer perfeita, evitando assim a rejeição.


Afinal, o que fazer?


É importante estar ciente que a Síndrome de Impostor não vai passar de um dia para o outro.


Se você sente que, esse comportamento tem atrapalhado sua vida, o melhor aconselhamento é buscar ajuda profissional com um psicoterapeuta.

Tendo dito isso, eu deixo aqui algumas reflexões que podem te ajudar a desafiar algumas das crenças da Síndrome.


- Aquilo em que você presta muita atenção, vira realidade: Se você tem medo de perder o emprego porque se acha uma fraude, então todo e qualquer mínimo acontecimento vira uma ameaça. Ou seja, você está, constantemente, em estado de alerta, e isso altera a realidade ao seu redor. Você acredita que todas as pessoas estão querem de “desmascarar”.


- Quem você é, quando está relaxado, feliz, despreocupado? Quais são os talentos e competências que você possui, naturalmente? Essa pessoa ainda existe em você, assim como, as habilidades.


- Seja compassivo consigo mesmo: a Síndrome de Impostor está arraigada num medo profundo de não ser bom o suficiente. Se um amigo seu estivesse passando pelas mesmas coisas que você, qual seria teu conselho? Seja generoso consigo mesmo. O seu valor, enquanto pessoa, não é condicional, ele é um direito seu.



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